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Seminário “Da ciência aberta à ciência comum: por um outro desenvolvimento”

Participei como debatedor no seminário “Da ciência aberta à ciência comum: por um outro desenvolvimento” (6/4/2017, Rio de Janeiro), na sessão em que foram apresentados resultados do projeto Ciência Aberta Ubatuba. A minha fala foi sobre o risco que existe, em iniciativas de ciência aberta, de que uma abertura apenas formal reproduza (ou até reforce) desigualdades sociais subjacentes; e sobre a importância de nos perguntarmos: “ciência colaborativa com quem?”; “ciência aberta para quem?”.

Os vídeos completos também estão disponíveis: apresentações e debate da manhã, apresentações da tarde, debates da tarde.

Uma correção e um esclarecimento à minha fala. A correção: falei em “capital simbólico” (7:45) por confusão; como deve dar pra imaginar pelo contexto, ali eu não estava pensando no conceito usado pelo Bourdieu, mas nas técnicas e conhecimentos necessários para fazer uso de dados abertos. E o esclarecimento: ao dizer que a participação feminina no software livre é ruim, o que eu quis dizer é que os percentuais de mulheres entre os participantes são muito baixos (e não, evidentemente, que a qualidade dessa participação não é boa).

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Defesa de doutorado: áudio, vídeo e slides

Já estão no ar o áudio, o vídeo e os slides da defesa da minha tese de doutorado, Os bens comuns intelectuais e a mercantilização. (Os slides também estão disponíveis em formato ODP, editável.) Por esses links é possível baixar os arquivos, que estão hospedados no Internet Archive; abaixo você pode assisti-los por streaming.

O vídeo tem apenas a exposição inicial:

O áudio está mais completo:

  • 0:00:00-0:42:21 – exposição (Miguel Said Vieira)
  • 0:42:21-1:19:11 – arguição de José Correa Leite
  • 1:19:11-2:12:30 – arguição de Jorge Machado (e comentários)
  • 2:12:30-2:33:54 – arguição de Pablo Ortellado (e comentários)

Infelizmente, por problemas técnicos não conseguimos gravar a defesa inteira; ficaram faltando os comentários à arguição do José Correa Leite, e a arguição do Rafael Evangelista (e os respectivos comentários).  Meus agradecimentos à Tereza Kikuchi e ao Alê Abdo, que fizeram as gravações.

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“Commoning Infrastructures, Infrastructural Commoning” [palestra]

VIEIRA, Miguel Said. “Commoning Infrastructures, Infrastructural Commoning“. Palestra na conferência Economics and the Common(s). Berlim, 2013. Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=2620849>.

Em inglês. Palestra principal (keynote) da trilha Infraestrutura, da Economics and the Common(s) Conference. (As anotações dos slides, incluídas ao final do arquivo PDF, equivalem a uma transcrição da minha fala.) Clique aqui para formato ODF.

A gravação da palestra também está disponível (para download e streaming).

Inicialmente, participei da concepção dessa conferência como animador da trilha de Infraestrutura, mas durante o processo fui convidado pelos organizadores para também apresentar seu keynote. O título original era “New Infrastructures for Commoning by Design”; troquei-o após considerar que é uma abstração um pouco perigosa falar em bens comuns “por design“: sugere que é possível garantir bens comuns a priori, a partir de uma espécie de engenharia conceitual, realizável sem levar em conta as práticas, contextos e conflitos efetivos desses bens comuns.

Curiosamente, esse tema surgiu posteriormente no evento, num debate sobre a noção de commoneer — corruptela de commons e engineer [engenheiro], e propositalmente similar ao termo commoner, este utilizado tradicionalmente para referir-se aos membros de um bem comum (e também ao plebeu, em oposição ao membro da nobreza). Commoneer fora sugerido como um termo para descrever as pessoas que se esforçam em esmiuçar e sistematizar questões ligadas a bens comuns. Embora eu enxergue a boa intenção dessa proposta, penso que ela instaura uma hierarquização desnecessária entre os membros de um bem comum.

Abstract

This keynote is about designing infrastructures that favor commoning instead of commodity-production. It argues that due to their social character, infrastructures can be akin to commons; but that they are generally designed in ways that favor commodity production, and that foster individualistic, environmentally destructive behavior. It then discusses two correlated challenges: how communities can appropriate themselves of existing state-provided infrastructures, and how can we expand commons and turn them into infrastructures. Finally, it presents some emerging examples of alternative approaches to infrastructures that might be more commons-enabling, and highlights the tensions and contradictions involved in them.

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