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Seminário “Da ciência aberta à ciência comum: por um outro desenvolvimento”

Participei como debatedor no seminário “Da ciência aberta à ciência comum: por um outro desenvolvimento” (6/4/2017, Rio de Janeiro), na sessão em que foram apresentados resultados do projeto Ciência Aberta Ubatuba. A minha fala foi sobre o risco que existe, em iniciativas de ciência aberta, de que uma abertura apenas formal reproduza (ou até reforce) desigualdades sociais subjacentes; e sobre a importância de nos perguntarmos: “ciência colaborativa com quem?”; “ciência aberta para quem?”.

Os vídeos completos também estão disponíveis: apresentações e debate da manhã, apresentações da tarde, debates da tarde.

Uma correção e um esclarecimento à minha fala. A correção: falei em “capital simbólico” (7:45) por confusão; como deve dar pra imaginar pelo contexto, ali eu não estava pensando no conceito usado pelo Bourdieu, mas nas técnicas e conhecimentos necessários para fazer uso de dados abertos. E o esclarecimento: ao dizer que a participação feminina no software livre é ruim, o que eu quis dizer é que os percentuais de mulheres entre os participantes são muito baixos (e não, evidentemente, que a qualidade dessa participação não é boa).

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“Biens communs globales, biens communs de la connaissance et solidarité internationale” [intervenção em debate]

VIEIRA, Miguel Said. “Biens communs globales, biens communs de la connaissance et solidarité internationale” [Bens comuns globais, bens comuns do conhecimento e solidariedade internacional]. Université d’été de la solidarité internationale, 2010, Pessac. Disponível em <http://ssrn.com/abstract=2592732>.

Em francês. [Versão revisada; agradeço a Frédéric Sultan, que fez leitura atenta e diversas sugestões.]

Intervenção realizada, a convite, no ateliê sobre “Bens comuns do conhecimento” (organizado por Vecam, Petits Débrouillards, ATTAC França, Creative Commons França e Survie), durante a Université d’Été de la Solidarité Internationale, edição de 2010. Clique aqui para formato ODF.

Resumo

Compara bens comuns baseados em bens materiais, de alcance local, e bens comuns do conhecimento, transnacionais — como o software livre e, em certo sentido, a internet; e discute se é mais fácil gerir bens comuns do conhecimento como bens comuns de acesso aberto, e de que maneira a escala afeta essa avaliação. Argumenta que é possível avançarmos rumo a bens comuns do conhecimento globais e de acesso aberto (embora algum grau de “cerceamento” seja útil para manter um bem comum); e que o principal obstáculo a isso permanece sendo a desigualdade socioeconômica. Propõe que os movimentos de solidariedade internacional visem a expansão das comunidades potenciais de bens comuns do conhecimento existentes.

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