Arquivo da categoria: Artigos em periódicos

Artigos publicados em periódicos científicos

“Crowdfunding: financiando o bem comum” [artigo em periódico]

VIEIRA, Miguel Said. “Crowdfunding: financiando o bem comum”. Com Ciência, n. 174 (2015). Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=2702097>.

Artigo publicado no dossiê sobre crowdfunding da revista Com Ciência, do Labjor / Unicamp; adaptado de uma seção de minha tese de doutorado.

Resumo

Adaptado de um trecho de minha tese de doutorado, este artigo discute alguns dos riscos envolvidos na estratégia de financiamento coletivo conhecida como crowdfunding, e defende que, com algumas ressalvas, ela tem ótimo potencial para fomentar a produção de cultura de forma desmercantilizada e como um bem comum.

Abstract

Adapted from a section of my PhD thesis, this paper discusses some of the risks involved in the collective financing strategy known as crowdfunding, and argues that, with some caveats, it has great potential for promoting the production of culture as a commons and in a decommodified manner.

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“Bens comuns: uma análise linguística e terminológica” [artigo em periódico]

VIEIRA, Miguel Said. “Bens comuns: uma análise linguística e terminológica”. MATLIT, v. 3, n. 1 (2015). Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=2683576>.

Artigo publicado no periódico MATLIT, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Baseia-se numa comunicação de mesmo nome, apresentada no ActaMedia XI (Simpósio Internacional de Artemídia e Cultura Digital), em 2014.

(Uma curiosidade: embora esta versão publicada no periódico tenha sido revisada e aprimorada, a comunicação no ActaMedia contém uma discussão sobre a etimologia do termo “baldio” que eu considero bastante interessante, mas que, curiosamente, os revisores recomendaram que fosse omitida.)

Resumo

A ampliação das práticas de compartilhamento de artefatos culturais possibilitada pela digitalização e pelas redes tem levado pesquisadores a aplicar a noção de commons (ou “bens comuns”) ao domínio dos bens intelectuais — em casos como o software livre, a Wikipédia e a publicação científica em acesso aberto, por exemplo. Este artigo aborda questões linguísticas e terminológicas que envolvem esse conceito e suas traduções (em particular para o português): analisa algumas confusões frequentes em relação ao conceito, como a mistura das acepções jurídicas, econômicas e teológicas da expressão “bem comum”; apresenta diversas expressões usadas para nomeá-lo em outras línguas; e discute os méritos e desvantagens de algumas das opções existentes em português — principalmente da opção “bens comuns”.

Abstract

The expansion of practices for sharing cultural artifacts made possible by digitization and communication networks has led researchers to apply the notion of commons to the field of intellectual property – in cases such as open-source software, Wikipedia, and open-access scientific publication, for example. This article deals with linguistic and terminological issues raised by this concept and its translations (in particular, into Portuguese); examines common sources of misunderstanding, such as the conflation of the legal, economic, and theological meanings of “commons”; reviews similar words and phrases in other languages; and discusses the merits and disadvantages of the existing options in Portuguese – mainly the option for “common goods” [“bens comuns”].

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“The Commodification of Information Commons: The Case of Cloud Computing” [artigo em periódico]

De FILIPPI, Primavera & VIEIRA, Miguel Said. “The Commodification of Information Commons: The Case of Cloud Computing”. Columbia Science and Technology Law Review, v. 16, p. 3, 2014. Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=2488127>.

Artigo publicado na Columbia Science and Technology Law Review, e que aprofunda ideias apresentadas em uma comunicação na 1st Global Thematic IASC Conference on the Knowledge Commons, e num painel em homenagem a Elinor Ostrom na 17th Annual Conference of The International Society for New Institutional Economics.

Abstract

Internet and digital technologies allowed for the emergence of new modes of production involving cooperation and collaboration amongst peers (peer-production). In contrast with traditional models of production oriented towards the maximization of profits, these alternative modes of production are, more often than not, oriented towards the maximization of the common good. To ensure that content will always remain available to the public, the output of production is often released under a specific regime that prevents anyone from subsequently turning it into a commodity (the regime of information commons).

While this might reduce the likelihood of commodification, information commons can nonetheless be exploited by the market economy. Indeed, since they have been made available for use by anyone, large online service providers can indirectly benefit from the commons by capturing the value derived from it. While this is not a problem per se, problems arise when the exploitation of the commons by one agent is likely to preclude others from doing the same — often as a result of commodification. This is especially true in the context of cloud computing, where the content holder has become as powerful as, if not more powerful than, the copyright owner. Nowadays, regardless of their legal status, information commons are increasingly controlled by large corporations who can precisely define the manner in which they can be used or accessed.

Digital communities need to be aware of these risks. This Article proposes a theoretical and normative exploration of these issues based on an analysis of recent trends in cloud computing. It argues that, in order to reduce the likelihood of commodification but still benefit from the advantages offered by cloud computing, digital communities should rely on decentralized platforms based on peer-to-peer architectures, thereby escaping from the centralized control of large service providers while nonetheless preserving the autonomy of the commons they produce.

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“Intellectual Commons, Commodification and New Business Models” (Bens comuns intelectuais, mercantilização e novos modelos de negócio) [artigo em evento]

VIEIRA, Miguel Said. “Intellectual Commons, Commodification and New Business Models“. Arbeitsberichte des Fachbereichs Informatik, n. 7/2012 (Virtual Goods + ODRL 2012 Proceedings). Koblenz, 2012. Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=2488635>.

Em inglês. Breve artigo (resumo de minha pesquisa de doutorado) apresentado no evento Virtual Goods 2012 (10th International Workshop for Technical, Economic and Legal Aspects of Business Models for Virtual Goods), em Namur (Bélgica). Publicado nos anais do evento, em Arbeitsberichte aus dem Fachbereich Informatik, n. 7 (2012). Clique aqui para fontes em LaTeX.

Vejam também a apresentação (clique aqui para formato ODF).

Abstract

This research project analyzes the possible relationships between immaterial commons (i. e., the practices of sharing around intellectual or cultural goods) and commodification (the process of turning something into a commodity: a private good produced to satisfy market needs); in particular, it poses the question of whether commodification can arise in or from within a commons, and how do so-called “open business models” affect that possibility.

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“Livro eletrônico, acesso e autonomia: Potenciais e desafios” [artigo em periódico]

VIEIRA, Miguel Said. “Livro eletrônico, acesso e autonomia: Potenciais e desafios“. Quaestio, v. 13, n. 2 (2011). Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=2620008>.

Artigo publicado no Dossiê Hipertexto do periódico Quaestio. Clique aqui para formato ODF.

Uma versão preliminar desse texto foi apresentada no Hipertexto 2011 (o IV Encontro de Hipertexto e Tecnologias Educacionais), e ele foi selecionado como um dos melhores do congresso (foram escolhidos 20 dos 341 trabalhos apresentados para compor o dossiê publicado na Quaestio). Veja também os slides da apresentação no congresso (clique aqui para formato ODF).

Resumo

Este trabalho é uma breve análise do livro eletrônico ― tomado como meio de comunicação relevante para a educação e a cultura no futuro próximo ― centrada nos potenciais e desafios que ele apresenta em relação a acesso e autonomia. A análise visa apontar tendências gerais relativas às características das plataformas de leitura (dispositivos leitores e softwares), particularmente para leitores. Essas tendências são extrapoladas a partir de um pequeno número de exemplos ou casos já existentes. O trabalho avalia as restrições à autonomia impostas pelo caráter proprietário das plataformas de leitura atuais, bem como seus efeitos sobre a mercantilização do livro, e esboça alternativas possíveis, ligadas a padrões abertos de arquivos, software livre e hardware livre. Conclui relacionando esse novo meio à chamada “era do acesso” (RIFKIN) ― evidenciada pela transição da propriedade à licença de uso dos livros ―, e avaliando as principais consequências possíveis (positivas e negativas) dessa transformação.

Abstract

This paper is a brief analysis of e-books – seen here as a relevant media for culture and education in the near future – centered on its potentials and challenges regarding access and autonomy. The analysis aims to identify general trends related to the reading platforms’ (devices and softwares) characteristics, particularly as they affect the reading public. These trends are extrapolated from a small number of examples or existing cases. The paper evaluates the restrictions to autonomy imposed by the proprietary character of current reading platforms, as well as their effects on the commodification of books, and sketches possible alternatives, connected to open file formats, free software and open hardware. It concludes relating this new media to the so-called “age of access” (RIFKIN) – evidenced by the transition, in books, from property to licenses of use – and evaluating the main (positive and negative) consequences of such transformation.

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“A informação disponível como pressuposto tácito da recuperação na ciência da informação moderna” [artigo em periódico]

VIEIRA, Miguel Said. “A informação disponível como pressuposto tácito da recuperação na ciência da informação moderna”. Liinc em Revista, n. 6, v. 2 (2010). Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=2771367>.

Artigo publicado em número temático (“Linguagem, informação e novas dinâmicas sociais contemporâneas”) do periódico Liinc em Revista. Comecei a desenvolver a ideia para esse artigo no trabalho final de uma disciplina da pós-graduação em Ciência da Informação da ECA/USP.

Resumo

Identifica como objetivo da ciência da informação — a partir de BUSH — sanar a explosão informacional por meio da recuperação da informação disponível; argumenta que o campo, embora venha problematizando a significação dessa informação, ainda coloca pouca ênfase nos processos (exemplificados pela propriedade intelectual) que predeterminam as informações disponíveis em um sistema. Sugere que a concepção de ecologia informacional (SARACEVIC) pode ser relevante para recolocar a questão do acesso ao conhecimento, mas com ressalvas; e que nesse sentido o ambientalismo informacional (BOYLE) e os estudos sobre bens comuns intelectuais são caminhos importantes para estudo.

Abstract

The article identifies as an objective of information science – since BUSH – to remedy the informational explosion through the retrieval of available information; argues that although the field has been questioning the meaningfulness of this information, it still places little emphasis on the processes (such as intellectual property) that predetermine the information available in a system. It suggests that the conception of informational ecology (SARACEVIC) can be relevant to restate the issue of access to knowledge, but with reservations; and that, in that sense, informational environmentalism (BOYLE) and studies on intellectual commons are important research pathways.

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“O rossio não-rival” [capítulo de livro e artigo em periódico]

SIMON, Imre & VIEIRA, Miguel Said. “O rossio não-rival“. In: Nelson De Luca Pretto & Sérgio Amadeu da Silveira (orgs.), Além das Redes de Colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder. Salvador: EDUFBA, 2008, pp. 15-30. Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=2572050>.

SIMON, Imre & VIEIRA, Miguel Said. “O rossio não-rival“. Revista USP, São Paulo, n. 86, pp. 66-77, Jul.-Ago. 2010. Disponível em: <http://ssrn.com/abstract=2572056>.

Baseado numa comunicação apresentada num seminário em Porto Alegre (2007), este texto foi publicado pela primeira vez como um capítulo do livro Além das Redes de Colaboração, que faz parte da coleção SciELO Books e está disponível integralmente para download.

Pouco tempo após o falecimento do prof. Imre Simon, a Revista USP preparava um dossiê sobre o tema da cibercultura, e seus editores propuseram republicar o texto ali, como um artigo. Essa segunda versão difere da primeira apenas em pequenos detalhes (atualização de alguns dados, inclusão de resumo etc.).

Uma curiosidade: nesse texto, eu e Imre experimentávamos adotar “rossio” como tradução para commons (Ronaldo Lemos havia nos sugerido essa possibilidade num seminário); embora a ideia tenha tido alguma repercussão positiva (no campo do software livre, por exemplo), posteriormente vim a considerar que essa não é a melhor opção, e passei a usar principalmente a expressão “bens comuns”.

Resumo

Este artigo é uma introdução ao conceito de rossio não rival. Define e compara os dois tipos de rossios (rival e não rival), sugerindo que a língua portuguesa pode ser entendida como um exemplo de rossio não rival. A seguir, propõe que os rossios não rivais estão relacionados a importantes transformações sociais e culturais que começam a se afigurar, e explora essa relação por quatro aspectos: 1) a potencialização desses rossios pela tecnologia digital; 2) o papel da rede na disseminação dos bens desses rossios; 3) o avanço dos estudos acadêmicos sobre esses rossios; 4) a possibilidade de interação entre esses rossios e a política.

Abstract

This article is an introduction to the concept of non-rival commons. It defines and compares two kinds of commons (rival and non-rival), suggesting that Portuguese language can be understood as an example of a non-rival commons. Then it proposes that non-rival commons are related to important social and cultural transformations that are beginning to take place; and explores that relationship in the view of four aspects: 1) the potentiation of these commons by means of digital technology; 2) the role Internet plays in the spreading of goods from these commons; 3) the advance in academic studies on these commons; 4) the possibility of interaction between these commons and politics.

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